Uma amiga minha chegou pra mim um dia desses e disse que tinha aprendido uma frase muito boa. Fiz o que imaginei que ela queria que eu fizesse e perguntei que frase seria. Ela me disse “A vida é igual a um bolinho”. Percebi que agora ela esperava que eu perguntasse o por quê, mas decidi quebrar essa jogada dela e deduzi sozinho a resposta. Perguntei “Porque acaba em duas mordidas?”. Ela começou a rir e disse que tinha que ter sido eu pra falar aquilo, mas que a resposta seria: “porque pode ser doce, salgada e às vezes sola”, ou alguma coisa parecida. Bem, a resposta não foi de toda ruim, mas ainda continuei achando a minha resposta válida. Mais tarde, voltando com outras amigas pra casa (uma delas a Gabi, inclusive), discuti a doce filosofia sobre a vida. Elas acharam as duas respostas boas e ainda acrescentaram “pode ser recheada, maciça ou oca também!” Genial! Claro que a vida pode ser comparada com milhões de coisas, mas decidi falar sobre essa em específico porque, de uma brincadeira boba, surgiu uma discussão de onde saíram várias boas respostas e me levou a pensar em muitas outras coisas. Mas vamos nos ater aos pontos onde a vida é igual a um bolinho.
Se você for um guloso de boca enorme feito eu, sim, seu bolinho acaba no máximo em duas mordidas e você acaba sem sentir direito o gosto dele. Isso, adaptando para a vida, indica que se você tiver pressa, se fizer tudo correndo, sem prestar atenção às coisas e às pessoas que estão à sua volta, sua vida pode acabar mais cedo que você imagina e então você não vai ter muita coisa que passe na sua cabeça em flashes na hora que você estiver partindo. Ou então que, se você não tiver paciência, por exemplo, pra esperar o sinal ficar vermelho, você pode morrer cedo, deixando de viver muitas coisas que você ainda tem pra usufruir da vida.
Quanto à resposta da minha amiga, Juliana é o nome dela, a propósito, quer dizer que às vezes acontecem coisas boas na sua vida, mas você tem que saber que momentos ruins virão e momentos ainda piores podem pintar também. O que a diferencia de um bolinho nesse ponto é o fato de você poder escolher se quer um salgado ou um doce e, se você quiser fazer um e não seguir a receita direitinho, ele pode solar (às vezes, mesmo seguindo a receita à risca, ele sola). O importante é saber reconhecer os ingredientes perdidos no bolo solado, mas não ficar lamentando e sim voltar à mesa e aos potes para fazer um próximo bolinho, dessa vez prestando mais atenção para que não sole de novo.
A outra resposta foi acrescentada pela Amanda. Se você pode escolher que o seu bolinho tenha recheio ou não, todos nós sabemos, e com a vida não é muito diferente. Quando você corre atrás e luta, mesmo durante o percurso, você recheia sua vida de amigos, de experiências, de sabedoria e noções diferentes sobre a própria vida (tudo bem, nem todo mundo precisa lutar pra conseguir uma vida recheada, mas quem corre atrás, ou na frente, como outras pessoas preferem, a gente consegue dar um belo valor pelo obtido). E como às vezes, por um erro industrial, a gente compra um bolinho recheado e ele vem sem recheio (nunca aconteceu comigo, mas outras coisas parecidas já aconteceram), a gente passa por infinitos tipos diferentes de frustração. A desvantagem, ou vantagem, não sei, é que, na vida, não tem como a gente ligar para o SAC da empresa e pedir outra oportunidade, como a gente pode pedir outro bolinho, e que venha com recheio, de preferência.
O que a Gabi acrescentou à conversa foi alguma coisa como “ou então, sua mãe gulosa pode comer ele antes de você!”, mas confesso que não consegui encontrar uma interpretação que ligue essa resposta a algum conceito da vida.
Claro que todas essas frases, dadas como resposta à suposta retórica de que “a vida é como um bolinho”, não tem uma única interpretação e você pode muito bem discordar de mim, mas em uma coisa você tem que concordar: você pode escolher ter uma vida doce, sem se preocupar em engordar.
Nando
domingo, 19 de abril de 2009
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eu n gosto de bolinhos, nem de bolos em geral =x isso significa q eu n gsoto da vida? =O se bemq costumo dizer q a vida é um morango, mas tb n gsoto de morango. Bem, jujubas, axo q gosto de jujubas, são macias, bonitas, gostosas, doces e coloridas, bem diferente da vida real. Minha mãe costumava por jujubas para enfeitar os bolos, axo q entendo agora.
ResponderExcluirEm referencia ao comentário da Gabi, de que a mãe gulosa pode comer o bolinho antes dela, podemos sim fazer uma analogia com o tema: muitas mães, por excesso de amor, não se contentam só em fazer os bolinhos e acabam comendo os bolinhos dos filhos, no intuito de querer protegê-los de tudo e mostrar sempre o melhor caminho e a melhor forma de conduzi-los. Acabam se excedendo e... comem os bolinhos pelos filhos.
ResponderExcluirÀs mães, nas quais me incluo: ensiná-los a receita é suficiente! É bom também, em caso de erro na massa, incentivá-los a fazer novamente, e novamente, quantos bolinhos forem necessários até acertar o ponto e fazer o melhor possível.
Andréa.